2º Encontro – Sacramentos

OS SACRAMENTOS
2º Encontro
Objetivo deste encontro: Definir os sacramentos e reconhecer seu valor como sinais do amor de Deus.
Exemplos de nossos dias….
O que é um sinal? È algo que faz lembrar certa coisa e que pode ajudar a defini-la. Veja alguns exemplos: fumaça é sinal de fogo; nuvens escuras são sinais de chuva; palavras e gestos são sinais dos pensamentos que temos e que queremos exprimir e comunicar aos outros.
Vamos estudar
Assim como os sinais que você conhece, também os sacramentos são sinais que lembram o amor de Deus pela humanidade. Os sacramentos são canais de salvação que nos comunicam a graça divina, fazendo-nos crescer na vida espiritual.
Podemos concluir então que os sacramentos são sinais que não só simbolizam o amor de Cristo, mas que também nos dão efetivamente esse amor, essa graça divina.
Veja um exemplo, para entender melhor: a cor branca simboliza a paz, mas ela não nos dá a paz; os sacramentos colocam em evidência o amor de Deus e nos concedem de modo eficaz esse amor.
Jesus usou sinais para mostrar-nos que está sempre perto de nós, que nos ama e que quer ajudar-nos a ser bons cristãos. Jesus deseja, em resumo, dar-nos sua própria vida. Podemos então dizer que os sacramentos são sinais sagrados que verdadeiramente nos concedem a vida de Jesus.
Os sacramentos têm duas características: são sinais sensíveis, isto é, podemos vê-los e ouvi-los; e eficazes, pois dão aquilo que significam: o amor de Deus.
No Catecismo da Igreja Católica definição: (1084) “Sentado a direita do Pai” e derramando o Espírito Santo em seu Corpo que é a Igreja, Cristo age agora pelos Sacramentos, instituídos por Ele apara comunicar sua graça. Os sacramentos são sinais sensíveis (palavras e ações), acessíveis à nossa humanidade atual. Realizam eficazmente a graça que significam em virtude da ação de Cristo e pelo poder do Espírito Santo”
Sete são os sacramentos: Batismo, Crisma, Eucaristia, Reconciliação ou Penitência, Unção dos Enfermos, Matrimônio e Ordem.
Batismo – È o primeiro dos sacramentos, por meio do qual recebemos a filiação divina, passando a viver a nova vida trazida por Cristo, livre do pecado. Jesus disse: “Ide e ensinai todas as gentes, batizando-as em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo. (Mateus28, 19)
Crisma: é o sacramento do agir cristão, formando uma unidade com o Batismo. A Crisma dá àqueles que a recebem o dom do Espírito Santo, comunicado ao ser humano para seu crescimento espiritual, tornando-o verdadeira testemunha de Cristo. “Descerá sobre vós o Espírito Santo e vos dará força, e sereis minhas testemunhas até os confins do mundo” Atos 1,8
Eucaristia – Por meio deste sacramento, os cristãos recordam a paixão, a morte e a ressurreição de Jesus e também renovam seu agradecimento a Deus pela graça da salvação. Durante e celebração da Eucaristia, o pão e o vinho transformam-se no corpo e no sangue de Cristo, que disse: “Eu sou o pão da vida, aquele que vem a mim, nunca terá fome, e aquele que crê em mim jamais terá sede” João 6,35
Reconciliação (Penitência ou Confissão) – Este sacramento foi instituído para que os cristãos, tendo cometido erros após o Batismo, se reconciliem com Deus pela renovação de sua graça. Ao conceder a seus apóstolos o poder de perdoar, Jesus falou. “aqueles a quem perdoardes os pecados ser-lhes-ão perdoados; aqueles aos quais não perdoardes ser-lhes-ão retidos” João 20,23 “O que ligares na terra será ligado nos cèus; o que desligares na terra será desligado nos céus” Mateus 16,19
Matrimônio – Este sacramento abençoa a união do homem e da mulher que se amam, ajudando-os a educar seus filhos. O amor conjugal é um sinal do amor de Deus.
“Por isso o homem deixará seu pai e sua mãe para unir-se à sua mulher; e já não serão mais do que uma só carne” Gênesis 2,24 e Mateus 19,4-6
Ordem – Confere o caráter sacerdotal a homens que se colocam a serviço da comunidade cristã.
“após ter transformado o pão e o vinho no seu corpo e no seu sangue, Jesus disse aos seus apóstolos: Fazei isso em memória de mim.” Lucas 22,19
Pensando e trabalhando – Pesquise no Evangelho e anote as passagens em que Jesus instituiu os sacramentos
Para Rezar – Salmo 22 (O Senhor é o meu pastor), pense bem no significado de suas palavras. Verá a beleza dessa oração.

CATECISMO DA IGREJA CATOLICA – SACRAMENTOS
1115. As palavras e as ações de Jesus durante a sua vida oculta e o seu ministério público já eram salvíficas. Antecipavam o poder do seu mistério pascal. Anunciavam e preparavam o que Ele ia dar à Igreja quando tudo estivesse cumprido. Os mistérios da vida de Cristo são os fundamentos do que, de ora em diante, pelos ministros da sua Igreja, Cristo dispensa nos sacramentos, porque «o que no nosso Salvador era visível, passou para os seus mistérios» (28).
1116. «Forças que saem» do corpo de Cristo (Lc 5,17; 6,19;8,46), sempre vivo e vivificante: ações do Espírito Santo que opera no seu corpo que é a Igreja, os sacramentos são «as obras-primas de Deus», na nova e eterna Aliança.
I. Toda a vida de Cristo é mistério

Vamos entender essa afirmação: Por que mistério? Pelo fato de que Deus se revela. E quando Deus se revela, ele quer nos mostrar verdades salvíficas. Deus quer que tenhamos fé, e sem fé é impossível agradar a Deus (Hebreus 11,6) porque se Ele se mostrasse tal como Ele É, todos perderíamos a liberdade e sem dúvida nenhuma deixaríamos o pecado e nos renderíamos à beleza, ao amor, e ao ser boníssimo e irresistível de Deus, não seria um amor livre, e o amor pressupõe a liberdade. Vamos então também entender a revelação de Deus: Deus não é um mexeriqueiro que vem aqui fofocar tudo das coisas para os homens, ele se revela e aumenta o mistério porque Deus não cabe em nossa cabeça, é exatamente re-velação. Revelar significa exatamente isso: ao mesmo tempo que significa tirar o que vela, significa velar de novo, ou seja, re-velar, colocar um véu ainda mais espesso por cima. Explico: imaginemos uma porta. Deus revela ela e ela se abre, então nos deparamos com um corredor que possui 10 outras portas fechadas. Um exemplo: no antigo testamento não sabíamos que Deus é uma trindade, veio o novo testamento e Deus se revelou que é trindade, ou seja, ficou mais complicado ainda de entendermos, o que não deixa de ser uma revelação à respeito de verdades de fé salvíficas para nos mostrar da salvação (João 8,32), de modo que não perdêssemos nossa liberdade e possamos ter fé em Deus. Nesse mundo, temos a fé a esperança e a caridade, porém quando virem os bens futuros, não teremos mais fé, porque já tivemos (precisamos) outrora (que é o hoje). Por isso São Paulo fala que a maior das virtudes é a caridade, porque ela subsistirá no céu. Não precisaremos de fé no céu lá o veremos face a face (I Coríntios 13, 12-13).

514. Muitas coisas que interessam à curiosidade humana, a respeito de Jesus, não figuram nos evangelhos. Quase nada se diz da sua vida em Nazaré e mesmo grande parte da sua vida pública não é relatada (186). O que foi escrito nos evangelhos, foi-o «para acreditardes que Jesus é o Messias, o Filho de Deus, e para que, acreditando, tenhais a vida em seu nome» (Jo 20, 31).
515. Os evangelhos foram escritos por homens que foram dos primeiros a receber a fé (187) e que quiseram partilhá-la com outros. Tendo conhecido, pela fé, quem é Jesus, puderam ver e fazer ver os traços do seu mistério em toda a sua vida terrena. Desde os panos do nascimento (188) até ao vinagre da paixão (189) e ao sudário da ressurreição (190), tudo, na vida de Jesus, é sinal do seu mistério. Através dos seus gestos, milagres e palavras, foi revelado que «n’Ele habita corporalmente toda a plenitude da Divindade» (Cl 2, 9). A sua humanidade aparece, assim, como «sacramento», isto é, sinal e instrumento da sua divindade e da salvação que Ele veio trazer. O que havia de visível na sua vida terrena conduz ao mistério invisível da sua filiação divina e da sua missão redentora.
OS TRAÇOS COMUNS DOS MISTÉRIOS DE JESUS
516. Toda a vida de Cristo é revelação do Pai: as suas palavras e actos, os seus silêncios e sofrimentos, a maneira de ser e de falar. Jesus pode dizer: «Quem Me vê, vê o Pai» (Jo 14, 9); e o Pai: «Este é o meu Filho predilecto: escutai-O» (Lc 9, 35). Tendo-Se nosso Senhor feito homem para cumprir a vontade do Pai (191), os mais pequenos pormenores dos seus mistérios manifestam «o amor de Deus para connosco» (192).
517. Toda a vida de Cristo é mistério de redenção. A redenção vem-nos, antes de mais, pelo sangue da cruz (193). Mas este mistério está actuante em toda a vida de Cristo: já na sua Encarnação, pela qual, fazendo-Se pobre, nos enriquece com a sua pobreza (194); na vida oculta que, pela sua obediência (195), repara a nossa insubmissão; na palavra que purifica os seus ouvintes (196): nas curas e expulsões dos demónios, pelas quais «toma sobre Si as nossas enfermidades e carrega com as nossas doenças» (Mt 8, 17)(197); na ressurreição, pela qual nos justifica (198).
518. Toda a vida de Cristo é mistério de recapitulação. Tudo o que Jesus fez, disse e sofreu tinha por fim restabelecer o homem decaído na sua vocação originária:
«Quando Ele encarnou e Se fez homem, recapitulou em Si a longa história dos homens e proporcionou-nos, em síntese, a salvação, de tal forma que aquilo que havíamos perdido em Adão – isto é, sermos imagem e semelhança de Deus – o recuperássemos em Cristo Jesus» (199). «Aliás, foi por isso que Cristo passou por todas as idades da vida, restituindo assim a todos os homens a comunhão com Deus» (200).
A NOSSA COMUNHÃO NOS MISTÉRIOS DE JESUS
519. Toda a riqueza de Cristo «se destina a todos os homens e constitui o bem de cada um» (201). Cristo não viveu para Si mesmo, mas para nós, desde a Encarnação «por nós homens e para nossa salvação» (202) até á sua morte «por causa dos nossos pecados» (1 Cor 15, 3) e à sua ressurreição «para nossa justificação» (Rm 4, 25). Ainda agora, Ele é «o nosso advogado junto do Pai» (1 Jo 2, 1), «sempre vivo para interceder por nós» (Heb 7, 25). Com tudo o que viveu e sofreu por nós, uma vez por todas, Ele está para sempre presente «em nosso favor, na presença de Deus» (Heb 9, 24).

A ESCRITURA SAGRADA EM NOSSO DIA A DIA
Tendo às mãos a Sagrada Escritura, podemos considerar, que trata-se da Palavra de Deus escrita por inspiração divina e como tal uma linguagem própria pertencente ao âmbito espiritual, assim como as demais escritos ligados ao conhecimento humano, possuem suas próprias particularidades.
Como foram escritos os primeiros livros da Bíblia?
Os textos da Bíblia começaram a ser escritos desde os tempos anteriores a Moisés (1200 a.C.). Escrever era uma arte rara e cara, pois se escrevia em tábuas de madeira, papiro, pergaminho (couro de carneiro). Moisés foi o primeiro codificador das leis e tradições orais e escritas de Israel. Essas tradições foram crescendo aos poucos por outros escritores no decorrer dos séculos, sem que houvesse uma catalogação rigorosa das mesmas. Assim foi se formando a literatura sagrada de Israel. E acredita-se que foi encerrada a redação com o Livro do Apocalipse de São João por volta do ano 100 D.C. http://blog.cancaonova.com/felipeaquino/2012/11/26/voce-sabe-como-a-biblia-foi-escrita/

O primeiro Papa São Pedro dá a orientação segura sobre leitura das escrituras:
II Pd 1,”20. Antes de tudo, sabei que nenhuma profecia da Escritura é de interpretação pessoal.21. Porque jamais uma profecia foi proferida por efeito de uma vontade humana. Homens inspirados pelo Espírito Santo falaram da parte de Deus.”
-Ora, as profecias e toda a Escritura dever ser interpretadas corretamente, não ao arbítrio pessoal, já que a origem não é humana, mas divina. Esse texto. junto com II Timoteo 3, 16. (Toda a Escritura é inspirada por Deus), a prova clássica para a inspiração da Escritura. E é principio geral de interpretação. (comentário Bíblia do Peregrino)
A IGREJA NOS ENSINA
DEI VERBUM
Interpretação da Sagrada Escritura
12. Como, porém, Deus na Sagrada Escritura falou por meio dos homens e à maneira humana (6), o intérprete da Sagrada Escritura, para saber o que Ele quis comunicar-nos, deve investigar com atenção o que os hagiógrafos realmente quiseram significar e que aprouve a Deus manifestar por meio das suas palavras.
Para descobrir a intenção dos hagiógrafos, devem ser tidos também em conta, entre outras coisas, os «gêneros literários». Com efeito, a verdade é proposta e expressa de modos diversos, segundo se trata de gêneros histéricos, proféticos, poéticos ou outros. Importa, além disso, que o intérprete busque o sentido que o hagiógrafo em determinadas circunstâncias, segundo as condições do seu tempo e da sua cultura, pretendeu exprimir e de fato exprimiu servindo se os gêneros literários então usados (7). Com efeito, para entender retamente o que autor sagrado quis afirmar, deve atender-se convenientemente, quer aos modos nativos de sentir, dizer ou narrar em uso nos tempos do hagiógrafo, quer àqueles que costumavam empregar-se freqüentemente nas relações entre os homens de então (8).
Mas, como a Sagrada Escritura deve ser lida e interpretada com o mesmo espírito com que foi escrita (9), não menos atenção se deve dar, na investigação do reto sentido dos textos sagrados, ao contexto e à unidade de toda a Escritura, tendo em conta a Tradição viva de toda a Igreja e a analogia da fé. Cabe aos exegetas trabalhar, de harmonia com estas regras, por entender e expor mais profundamente o sentido da Escritura, para que, mercê deste estudo de algum modo preparatório, amadureça o juízo da Igreja. Com efeito, tudo quanto diz respeito à interpretação da Escritura, está sujeito ao juízo último da Igreja, que tem o divino mandato e o ministério de guardar e interpretar a palavra de Deus (10).
Oração antes da leitura da bíblia
Espírito Santo, Tu me quiseste instruir pela Sagrada Escritura. Suscita e desenvolve em mim o desejo de estuda-la e aprofunda-la.
Foste Tu que inspiraste a redação da Bíblia. Ensina-me a lê-la com a tua visão divina. Dá-me penetrar humilde e pacientemente a tua mensagem contida nas páginas sagradas. Ilumina a minha inteligência, que é lenta para entender a tua verdade. Fortifica a minha vontade nas decisões que Tu me inspiras a tomar durante a leitura e meditação de tua palavra. Move o meu coração para gostar e admirar a tua mensagem de vida e salvação.
Ajuda-me a encarna-la em minha vida nos momentos de dor e alegria, trabalho e lazer, no estudo e na lida diária. Que a tua palavra, Senhor, questione, oriente e transforme a minha vida.
Ó Mestre Divino Jesus Cristo, tu tens palavras de vida eterna. (João 6,68). Eu creio, ò Jesus, meu Senhor e minha verdade, mas aumenta a minha fé. Eu Te amo com todas as forças, ó Jesus, meu Senhor e meu caminho, pois Tu ordenaste que se observem perfeitamente os teus mandamentos.
Eu Te peço, ó Jesus, meu Senhor e minha vida; aceita a minha adoração, o meu louvor, a minha gratidão pelo dom que me concedeste da Sagrada Escritura. Com Maria lembrarei as tuas palavras e as conservarei na minha mente, meditando-as no meu coração. Amém.

ESPÍRITO SANTO REVELA-NOS JESUS
Ó Espírito Santo, mestre incomparável, revela-nos todas as coisas, conforme a promessa feita por Jesus a seus discípulos. (João 14,26 – Mas o Paráclito, o Espírito Santo, que o Pai vai enviar em meu nome, ele ensinará a vocês todas as coisas e fará vocês lembrarem tudo o que eu lhes disse.”)
Não nos escondas nada do mistério, e comunica-nos tudo o que vem de Deus.
Instrui-nos sem descanso, porque jamais compreendemos bem o que nos dizes, e experimentamos ainda mais dificuldades em vivê-lo.
Ensina-nos as maravilhas do amor divino, fazendo-nos admirá-las do mais íntimo de nosso espírito.
Desvenda-nos os tesouros que encerraste nas Escrituras e com que nos desejas enriquecer.
Faze-nos conhecer toda a doutrina do Evangelho, tudo o que era intenção de Cristo nos revelar, pois desejamos mergulhar na intimidade de Sua Pessoa divina, para assim podermos amá-lo mais e mais.
Queremos ouvir Seus passos, quando Ele de nós se aproximar, e oferecer-lhe um coração mais puro e livre de qualquer apego, buscando-O em tudo aquilo que fazemos.
Acompanha-nos com Teu ensino, a cada instante, para que nossa trajetória seja totalmente traçada por Tua luz, e vivamos cada vez mais em união íntima com Jesus na Eucaristia.
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10.03.13 – Shalom Fides – de Criatura a Filho na Familia de Deus

Shalom Fides 10.03.13

DE CRIATURA A MEMBRO NA FAMILIA DOS FILHOS DE DEUS

O Ser Humano – Criatura de Deus

Ser criatura é a primeira condição do ser humano. Ele é criatura, não é Deus. Mas foi criado por Deus, que por amor o tirou do nada e o fez existir.

Gênesis 1,26-31 26. Então Deus disse: “Façamos o homem à nossa imagem e semelhança. Que ele reine sobre os peixes do mar, sobre as aves dos céus, sobre os animais domésticos e sobre toda a terra, e sobre todos os répteis que se arrastem sobre a terra.”

27. Deus criou o homem à sua imagem; criou-o à imagem de Deus, criou o homem e a mulher.28. Deus os abençoou: “Frutificai, disse ele, e multiplicai-vos, enchei a terra e submetei-a. Dominai sobre os peixes do mar, sobre as aves dos céus e sobre todos os animais que se arrastam sobre a terra.”

29. Deus disse: “Eis que eu vos dou toda a erva que dá semente sobre a terra, e todas as árvores frutíferas que contêm em si mesmas a sua semente, para que vos sirvam de alimento.

30. E a todos os animais da terra, a todas as aves dos céus, a tudo o que se arrasta sobre a terra, e em que haja sopro de vida, eu dou toda erva verde por alimento.” E assim se fez.

31. Deus contemplou toda a sua obra, e viu que tudo era muito bom. Sobreveio a tarde e depois a manhã: foi o sexto dia.

Gênesis 2, 7. O Senhor Deus formou, pois, o homem do barro da terra, e inspirou-lhe nas narinas um sopro de vida e o homem se tornou um ser vivente.
O Ser Humano é Pessoa

Não é um anjo, um puro espírito. Tem Corpo e alma. A natureza humana tem suas exigências e seus limites. Vive em um mundo visível e material: “ é o chão que Deus lhe deu”

O Ser humano é  filho de Deus

Não é escravo de Deus. È chamado a ser filho. Sua dependência de Deus deve ser filial e não servil. Deve servi-lo mas com amor, confiança, paz e alegria.

Efésios 1, 3. Bendito seja Deus, Pai de nosso Senhor Jesus Cristo, que do alto do céu nos abençoou com toda a bênção espiritual em Cristo,4. e nos escolheu nele antes da criação do mundo, para sermos santos e irrepreensíveis, diante de seus olhos.5. No seu amor nos predestinou para sermos adotados como filhos seus por Jesus Cristo, segundo o beneplácito de sua livre vontade,6. para fazer resplandecer a sua maravilhosa graça, que nos foi concedida por ele no Bem-amado.

APOIO:

Gênesis 2, 15-25 (Homem e mulher)

Salmo 8 (O Ser Humano na criação)

Salmo 138 ou 139 (Senhor Tu me conheces)

Jeremias 1,4-8

 

Rompimento (Pecado)  e promessa de Salvação (figura de Maria a nova Mulher mãe do Salvador)

Gênesis 3,15. Porei ódio entre ti e a mulher, entre a tua descendência e a dela. Esta te ferirá a cabeça, e tu ferirás o calcanhar.”

 CHAMADO SER POVO DE DEUS

Começa com a vocação de Abraão

Gênesis 12,1. O Senhor disse a Abrão: “Deixa tua terra, tua família e a casa de teu pai e vai para a terra que eu te mostrar.2. Farei de ti uma grande nação; eu te abençoarei e exaltarei o teu nome, e tu serás uma fonte de bênçãos.3. Abençoarei aqueles que te abençoarem, e amaldiçoarei aqueles que te amaldiçoarem; todas as famílias da terra serão benditas em ti.”

Catecismo da Igreja Católica 762 “A preparação longínqua da reunião do Povo de Deus começa com a vocação de Abraão, a quem Deus promete que será o pai de um grande povo. A preparação imediata tem seus inícios com a eleição de Israel como povo de Deus. Por sua eleição, Israel deve ser o sinal do congraçamento futuro de todas as nações. Mas já os profetas acusam Israel de ter rompido a aliança e de ter-se comportado como uma prostituta. Anunciam uma nova e eterna Aliança. “Esta Aliança Nova, Cristo a instituiu.”

 

ORAÇÕES :

Ave Maria

Ave Maria cheia de graça, o Senhor é convosco, bendita sois Vós entre as mulheres, e bendito é o fruto do vosso ventre, Jesus. Santa Maria, Mãe de Deus, rogai por nós pecadores, agora e na hora da nossa morte. Amém.   (Lucas 1,28-37). (Lucas 1,41-43)

PAI NOSSO

Pai nosso, que estais no céu, santificado seja o Vosso Nome, venha a nós o Vosso Reino, seja feita a Vossa Vontade, assim na terra como no céu.
O pão nosso de cada dia nos dai hoje, perdoai as nossas ofensas, assim como nós perdoamos a quem nos tem ofendido, e não nos deixeis cair em tentação. Mas livrai-nos do mal. Amem.
Amém. (Mateus 6, 9-13)

 

Veja abaixo, na tabela, os significados de cada expressão rezada na oração do Pai Nosso e conheça um pouco sobre as explicações que o Catecismo Jovem (YouCat) traz sobre esta oração.

Pai   Nosso, que estais nos Céus, O   Céu está onde Deus está. O Céu não corresponde a um lugar, mas designa a   presença de Deus, que não está preso ao espaço ou ao tempo.
santificado   seja o Vosso Nome, Santificar   o nome de Deus significa colocá-LO acima de tudo.
venha   a nós o Vosso Reino, Quando   rezamos “Venha a nós o vosso Reino” pedimos que Cristo retorne, tal como   prometeu, e que o império de Deus, que já irrompeu entre nós, se imponha   definitivamente.
seja   feita a Vossa Vontade,
assim na Terra como no Céu!
Quando   oramos para que a vontade de Deus se imponha universalmente, pedimos que   aconteça na Terra e no nosso próprio coração o que já acontece no Céu.
O   pão nosso de cada dia nos dai hoje, Pedir   o pão para o nosso dia a dia torna-nos pessoas que esperam da bondade do seu   Pai do Céu tudo o que é necessário, tanto os bens materiais como os   espirituais.
perdoai-nos   as nossas ofensas, assim como nós perdoamos a quem nos tem ofendido, O   perdão misericordioso que damos aos outros é inseparável daquele que nós   próprios procuramos.
e   não nos deixeis cair em tentação, Porque   corremos a cada dia e a cada momento o risco de negarmos a Deus e de pecarmos,   pedimos a Deus que não nos deixe indefesos na violência da tentação.
mas   livrai-nos do Mal. O   “mal” no Pai Nosso não se refere a uma força ou uma energia espiritual   negativa, mas ao mal em pessoa, que a Sagrada Escritura conhece pelos nomes   de Tentador, Maligno, Pai da mentira, Satanás e Diabo.
Amém! Desde   os tempos mais remotos, os judeus e os cristãos concluem as suas orações com   “Amém”, que significa “Sim, assim seja!”

 

BENÇAO DA FAMILIA E DA CASA

 

Em nome do Pai, do Filho e do ….

-A nossa proteção está no nome do Senhor. (Salmo 120)

-Que fez o Céu e a Terra

 -Ouvi, Senhor, a minha oração.

-E cheque até Vós o meu clamor.

Senhor Pai Santo, Deus eterno e todo-poderoso, derramai, pelo Vosso Espírito de amor, todas as bênçãos necessárias para a nossa família, para que cada um de nós cumpra a sua missão, seguindo o Vosso plano de amor para o bem de todos..

Dignai-vos mandar do Céu o vosso santo Anjo para que ele guarde, ajude, proteja, visite e defenda  todos os que moram em nossa casa.

Dai-nos a paz, o amor, a saúde, a sobriedade, o trabalho, a prosperidade e tudo o que necessitamos para melhor vos servir. Defendei-nos de todos os perigos e inimigos do corpo e da alma, (principalmente a doença, os acidentes, os vícios e a falta de recursos financeiros) Dai-nos ó Pai celeste, a graça de irradiar em nossa casa mais amor e compreensão…Fazei que imitemos a família de Nazaré para sentimos a alegria de Vosso amor e sermos luz neste mundo. Ajudai, a cada um nós, chegar à vida eterna,  Por Jesus Cristo nosso Senhor. Amém

Salmo 1, 22, 33 e 90 (bíblia Avemaria)